05/10/2017 

Em operação conjunta, quadrilha que agia em Angélica é desarticulada

Ação desencadeada pelas Polícias Civil e Militar levou à prisão de três pessoas no Bairro Mutum

Luciene Carvalho, Redação Nova News

Três pessoas foram presas durante a operação realizada nessa quarta-feira (04) - Foto: Divulgação/PC

Uma operação desencadeada na manhã dessa terça-feira (04) pelas Polícias Civil e Militar levou à desarticulação de uma quadrilha que agia em Angélica, cidade distante a cerca de 100 quilômetros de Nova Andradina, na região do Vale do Ivinhema.

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, a operação foi coordenada pelo delegado titular Valter Guelssi, visando combater a criminalidade no Bairro Mutum, onde alguns meliantes estavam cometendo vários crimes como perturbando a população, patrocinando "bailes funks", traficando drogas e ameaçando moradores daquela localidade.

A ação levou à prisão de três pessoas. Júlio Cesar de Lima Santos, o “Júlio Sangue”, indivíduo com várias passagens policiais, seu irmão, Adriano Cesar Cavalcante de Albuquerque Junior e Vanusa Cristina de Souza, por tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, ameaça e organização criminosa.

 
 

O trabalho da Polícia Civil de Angélica, segundo o delegado, é fruto de muito tempo de investigação criminal, ao qual só foi possível em razão do trabalho dos investigadores para acabar com os desmandos de “Júlio Sangue” na comunidade Mutum.

“Não se pode aceitar que indivíduos se achem ’donos’ de bairros e cometam crimes sem arcarem com as consequências. Hoje, a Polícia Civil com o apoio da Polícia Militar, deu uma resposta contundente e definitiva ao tráfico de drogas em Angélica. Desta forma, a PC não medirá esforços para prender todos os envolvidos nos bailes funks praticados indevidamente em ruas da cidade”, mencionou o delegado em nota enviada à reportagem.

Na operação foi apreendida uma motocicleta com lacre rompido que estava em poder de “Júlio Sangue” e seria utilizada pelo mesmo para realização de manobras perigosas, um tablete de maconha na casa de Vanusa, a qual afirmou que possivelmente foi Júlio quem deixou em sua casa quando lá dormiu escondido da polícia e deixou sua moto, e dois simulacros de arma de fogo (armas de brinquedo).

De acordo com a Polícia Civil, a população de Angélica está sentindo-se mais segura com a prisão destas pessoas, uma vez que muitas estão ligando na delegacia local agradecendo a prisão de Júlio Sangue e sua gangue.  






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