10/06/2019 

Inflação acumulada deve ficar abaixo dos 4%, dizem economistas

Bebidas e alimentos contribuíram para deflação no período

ALINE OLIVEIRA

Bebidas e alimentos tiveram maiores reduções no mercado varejo - Foto: Arquivo Correio do Estado

A pesquisa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgada nesta sexta-feira (7), relativa ao mês de maio, revela nova queda no índice que ficou estabelecido em 0,13%.

No mês anterior (abril) a taxa foi de 0,57%, o que leva a projeção de queda abaixo de 4%, nos próximos meses. 

Em razão da retração do principal índice econômico do Brasil, aumentam as chances da taxa Selic finalizar o ano abaixo de 6%. A informação é avaliada pelo economista, Paulo Pereira Silveira, da Nova Futura Investimentos. 

"Consideramos que a manutenção de um cenário positivo para o IPCA, junto com o elevado hiato do produto e a perspectiva de desaceleração da economia global, reforçam a hipótese da queda dos juros básicos. O cenário para a aprovação da Reforma de Previdência, porém, precisa se mostrar convincente para que os diretores do BC confirmem essa expectativa", observa o especialista. 

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

O IPCA  é coordenado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que confirma o índice como o menor do país, desde 2006, 0,10%. Os dados coletados até o momento revelam que a variação acumulada no ano está em 2,22% e em 12 meses chegou a 4,66%. 

Na pesquisa foram identificados ainda, os quatro produtos responsáveis pela deflação no quinto mês do ano: bebidas ( - 0,56%), artigos de residência ( - 0,10%), educação ( - 0,04%) e comunicação  (- 0,03%). 

O resultado do grupo Alimentação e Bebidas obteve o melhor desempenho, com retração no preço do tomate ( - 15,08%) e o feijão carioca ( - 13,04%). A média no valor das frutas também recuou em ( - 2,87%). 

*Com informações da Ascom IBGE






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