16/08/2018 

Operação ''Judas Iscariotes'' chega a 4ª fase em Rosana

Foram cumpridos mandados de prisão temporária de busca e apreensão

Da Redação / Imagens: Polícia Civil de SP/Divulgação

Durante as diligências, foram apreendidos drogas, balanças de precisão, telefones celulares, uma arma de fogo e munições - Foto: Polícia Civil de SP/Divulgação

Em Rosana (SP), a Polícia Civil desencadeou, nesta quarta-feira (15), a 4ª fase da Operação Judas Iscariotes em combate ao tráfico de drogas. Os agentes saíram em cumprimento a mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão nos estados de São Paulo e do Paraná.

 

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Segundo a Polícia Civil, foram realizadas 11 prisões e apreensões de adolescentes, além do cumprimento de 15 mandados de buscas domiciliares.

 

Durante as diligências, foram apreendidos drogas, celulares, uma arma de fogo, munições e balanças de precisão. Uma das residências que foi alvo da operação fica numa ilha localizada no Rio Paraná.

Um dos preso chegando à Delegacia - Foto: Polícia Civil de SP/Divulgação

Tiveram prisão temporária os suspeitos: Rodrigo Bezerra Sergio de 34 anos (natural de Nova Londrina-PR), não foi preso porque esta em Portugal; Rodrigo da Silva Lima de 25 anos, vulgo “Balakubako” (natural de Inocência); - Ikra Kauana Lucas Gomes de 25 anos; Alan Victor do Carmo Machado de 24 anos, vulgo “Will Smith”; Caio Henrique Pereira de 21 anos, vulgo “Macaco Cako” e Rodolfo Rodrigues dos Santos de 24 anos (natural de Cajamar-SP), outros envolvidos são menores de idade.

 

Um dos alvos da operação está fora do Brasil, em Portugal. Conforme a polícia, os trabalhos servirão para instruir as investigações que visam ao combate ao tráfico de drogas na cidade de Rosana e região.

 

Na ação desta quarta fase, houve quatro flagrantes de tráfico de drogas e outros delitos.

 

“A sintonia estabelecida entre o Ministério Público e Polícia Civil locais trouxe importantes resultados para as investigações e possibilitou a cabal comprovação quanto ao envolvimento de diversos indivíduos desta cidade no tráfico de drogas”, diz trecho do pedido das prisões temporárias.

Material ilícito e drogas apreendidas - Foto: Polícia Civil de SP/Divulgação

Judas Iscariotes

Segundo o MPE/SP (Ministério Público Estadual) do Estado de São Paulo, quase 50 pessoas já foram presas desde que as investigações começaram no ano passado. À época, o promotor de Justiça Renato Queiroz de Lima, de Rosana (SP) recebeu informações sobre diversos indivíduos que estariam envolvidos com o tráfico de drogas naquela cidade. Queiróz decidiu realizar várias oitivas, inclusive de policiais militares da cidade, para tentar verificar a veracidade das informações prestadas.

 

Os PMs confirmaram as informações e ainda acrescentaram novas, o que fez com que a Polícia Civil instaurasse inquéritos policiais, nos quais, após apontar elementos de convicção e fortes indícios da prática delituosa, foram realizadas, com autorização judicial, interceptações telefônicas que trouxeram diversas provas da constituição de uma organização criminosa para a prática de tráfico ilícito de entorpecentes.

 

Na primeira fase da operação, houve diversas prisões que resultaram em denúncia do MPE. O processo está em andamento. Cidades de Nova Andradina e Anaurilândia foram alvos da operação.

 

Na segunda fase, também houve prisões e os autos estão em curso, também com denúncia oferecida.  Atualmente está em fase de notificação dos denunciados que se encontram presos. Na terceira fase, conforme o resultado das interceptações telefônicas, ficou confirmada a existência de indícios de participação dos representados em tráfico ilícito de entorpecentes e crime de organização criminosa, inclusive um dos suspeitos é morador de Batayporã.

Operação foi desencadeada em Rosana, Nova Londrina (PR) e até numa ilha no Rio Paraná - Foto: Polícia Civil de SP/Divulgação

Os depoimentos das testemunhas protegidas, dos policiais militares e ainda de ex-usuário de drogas, fazem referências à formação de organização criminosa voltada ao tráfico de drogas no município de Rosana e adjacências. Os investigados contam com vários antecedentes, contendo, inclusive, condenações por tráfico de drogas.

 

O nome dado à operação faz referência a um envolvido que traiu os demais integrantes do grupo.

 

Nesta 4ª fase, a operação contou com o apoio do MPE (Ministério Público Estadual) de Rosana, Polícia Militar, Polícia Civil do Estado do Paraná e SAP (Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo).






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