09/05/2018 

STF volta a decretar a prisão de Giroto e mais 7 investigados na Lama Asfáltica

Da redação

Giroto já se entregou na Polícia Federal em Campo Grande Foto: Midia Max

O Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a pedido da procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, cassou as liminares que mantinham em liberdade os principais investigados da Operação Lama Asfáltica, que haviam sido presos há dois meses, também por determinação do mesmo órgão.

De acordo com as informações, o pedido de Dodge foi denegado na tarde de segunda-feira, porém, a documentação somente chegou ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e à 3ª Vara da Justiça Federal, em Campo Grande, na manhã desta terça (8), quando também a Polícia Federal foi comunicada da suspensão da liberdade dos investigados.

As preventivas foram expedidas em 2016, porém, em sucessivos recursos, os investigados conseguiram manter a liberdade, incluindo quatro mulheres – familiares dos envolvidos e secretária – que na época tiveram suas detenções transformadas em prisões domiciliares.

São alvos dessa decisão do STF, o ex-secretário de Estado de Infraestrutura e ex-deputado federal Edson Giroto; seu cunhado, o empresário João Krampe Amorim dos Santos; o ex-deputado estadual e ex-diretor da Agesul, Wilson Roberto Mariano de Oliveira, o Beto Mariano e o empresário Flávio Henrique Garcia Schrocchio.

Giroto já compareceu à sede da Polícia Federal de Campo Grande. Ele chegou à superintendência da PF por volta das 15 horas. "Não tenho nada a dizer, confio na Justiça. É um sofrimento. Trabalhei tanto na minha vida, não esperava que ia passar por isso, se eu for culpado, eu vou pagar, mas eu tenho certeza do que eu fiz. Infelizmente estamos vivendo um momento político do Estado muito difícil", declarou ao portal Midia Max antes de se entregar.

Prisões

As mulheres investigadas na Operação Lama Asfáltica que tiveram suas prisões decretadas são a filha de João Amorim, Ana Paula Amorim; a esposa de Giroto, Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto; a filha de Beto Mariano, Mariane Mariano de Oliveira e a ex-secretária e sócia de Amorim, Elza Cristina Araújo dos Santos.

A defesa dos principais investigados trabalha para estudar a nova decisão do STF, que acabou provocando uma reviravolta no caso Lama Asfáltica, decretando as prisões dos investigados, acusados de participarem de uma organização criminosa que teria desviado mais de quase R$ 300 milhões dos cofres públicos em processos licitatórios, contratos não cumpridos e obras não realizadas.

Nesta fase do processo, conforme as informações, após a liberação dos investigados, 10 dias após as respectivas apresentações na Polícia Federal e a remoção para o presídio de trânsito, a procuradora-Geral da República impetrou um pedido de reclamação no STF, com a alegação de que a decisão judicial que os colocou em liberdade teria desrespeitado decisão superior e, portanto, a autoridade do supremo.

Raquel Dodge contestou a justificativa para liberdade dos acusados, a qual afirmava que os investigados não ofereceriam perigo à ordem pública e alegou que os réus ofereceriam severos riscos à sociedade pela extrema gravidade de seus atos.

As prisões são em decorrência das investigações terem apontado a participação dos investigados em algumas das quatro operações deflagradas em 2015 pela Polícia Federal, para apurar o desvio de recursos públicos mediante fraudes em licitações e obras públicas; lavagem de dinheiro, pagamento de propinas e corrupção de servidores.

Desde o início da Operação Lama Asfáltica, que teve como desdobramento as operações Fazendas de Lama, Máquinas de Lama e Aviões de Lama, mais de R$ 100 milhões já foram bloqueados de alguns dos 44 investigados por formação de organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva; lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.






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