19/01/2018 

Denúncia anônima é infundada, diz prefeito de Taquarussu sobre investigação de suposto desvio de dinheiro

Roberto Nem diz que enviou documentos ao Ministério Público Estadual

Da Redação / Imagens: Jornal da Nova

Prefeito Roberto Nem / Imagens: Jornal da Nova

Após a Prefeitura de Taquarussu ser notificada pelo MPE (Ministério Público Estadual) por suposto desvio de dinheiro, o prefeito Roberto Nem afirmou que a denúncia recebida pela Promotoria de Justiça de Batayporã é infundada e que já respondeu às solicitações. A investigação é resultado de denúncia anônima realizada pelo portal do MPE acusando Nem, o presidente da Câmara Municipal, Antônio Xisto (Lorinho), a vereadora Santina e um assessor do Executivo, de ratearem entre si a devolução de duodécimo executada pela Casa de Leis.

 

O denunciante afirma ser um vereador e que teria tomado consciência de uma reunião ocorrida no Paço Municipal entre os acusados para tratar da divisão do montante de R$ 120 mil de sobra de duodécimo da Câmara devolvido à Prefeitura e que o projeto de construção de casas populares desenvolvido pelo Executivo seria uma fachada para não prestar contas sobre o dinheiro.

 

Sobre a questão, o prefeito Roberto Nem afirmou ao Jornal da Nova que já enviou ao MPE os comprovantes de todas as transações entre Prefeitura e  Câmara com relação ao duodécimo. Conforme os comprovantes enviados, em 28 de dezembro de 2017, o Legislativo repassou R$ 106 mil a título de devolução de duodécimo, valor mapeado por lançamento contábil e aplicado na conta do programa de construção de imóveis previsto na Lei Municipal 4014/2013.

 

“Questão política”

Para Roberto Nem, a denúncia foi motivada por questões “pessoais e políticas”. “São problemas, questões pessoais ou políticas que as pessoas têm aqui no município de Taquarussu com relação a essa administração, pois estão verificando a transparência do município, tanto é, que nós somos o terceiro município do Estado que está com a nota 9.78 na escala de transparência”, justificou.

 

“Eu tenho certeza que nós vamos continuar administrando com transparência e as pessoas que acharem que devem denunciar, que façam denúncia fundamentada e não uma denúncia maldosa simplesmente para prejudicar e fazer o Ministério Público se ocupar de umas denúncias dessas que não têm fundamentação nenhuma”, acrescentou.

Vereador e presidente da Câmara Municipal, Antônio Xisto (Lorinho) – Foto: Jornal da Nova

O presidente da Câmara Municipal também avaliou a denúncia: “é totalmente infundada. Toda vez que a gente devolve duodécimo para a Prefeitura, esse dinheiro já é depositado numa conta para a construção das casinhas, desde o primeiro mandato do Roberto Nem. Então, é uma coisa que a gente fica triste por ver pessoas usando gente de boa fé. Isso é uma parceria da Câmara com a Prefeitura e a gente pretende continuar. Se Deus quiser e esse ano seguirmos com a economia, vamos fazer a mesma coisa.

 

Aplicação do dinheiro

Ainda de acordo com o prefeito, as sobras de duodécimo têm sido sistematicamente aplicadas no programa de habitação popular. “Demoli aquelas casas de madeira que estavam em estado precário e construí outras casas de alvenaria de 60m². Essa é uma parceria que nós já temos com a Câmara desde outras gestões passadas, de outros presidentes da Câmara. E a gente continua com esse projeto. Então, a devolução lá realizada, que já foi feita, nós já temos um projeto. Já foi depositada numa conta específica da Prefeitura e vamos continuar com essa parceria”, explicou.

Cheque da Câmara preenchido nominalmente para Prefeitura – Foto: Jornal da Nova

Promotoria de Justiça

A reportagem entrou em contato com a Promotoria de Justiça de Batayporã, a qual também representa Taquarussu, e teve a seguinte resposta: “Tendo em vista que as investigações estão em andamento, além de possuir caráter sigiloso, a Promotora não poderá conceder entrevista sobre o tema”, diz nota enviada por e-mail à redação do Jornal da Nova.

Valor está depositado numa conta da Prefeitura – Foto: Jornal da Nova

 






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